Estudantes de uma escola particular de Bangu, na Zona Oeste do Rio, denunciaram a existência de uma câmera escondida que filmava o banheiro da unidade. De acordo com a Polícia Civil, o equipamento registrava imagens de crianças e adolescentes e transmitia o conteúdo diretamente para a sala da direção.
A denúncia foi feita por alunos do Centro Educacional Orion, que oferece ensino infantil, fundamental, médio e técnico. Os responsáveis pelos estudantes procuraram a 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), que abriu uma investigação para apurar o caso.
Imagens gravadas por um dos alunos mostram que a câmera ficava camuflada em um portal de madeira, apontada para a área dos mictórios. O equipamento foi apreendido por agentes da delegacia na última quarta-feira (5).
Segundo o delegado Alexandre Cardoso, as imagens capturadas eram exibidas em tempo real em um monitor na sala da direção. A Polícia Civil tenta agora descobrir se o conteúdo também era transmitido pela internet ou armazenado de alguma forma.
“Quem encontrou a câmera foram os próprios alunos. Após perceberem que as imagens eram capturadas no banheiro e transmitidas para a sala do diretor, eles comunicaram a direção, que não tomou providências em um primeiro momento”, afirmou o delegado.
Os responsáveis pela escola, entre eles o diretor e o proprietário, foram intimados a prestar depoimento. Outros funcionários e pais de alunos também serão ouvidos. A investigação reúne ainda possíveis ocorrências anteriores relacionadas ao caso. “Não estamos descartando nenhuma hipótese”, completou Cardoso.
Em nota, o Centro Educacional Orion negou que existam imagens sensíveis que exponham funcionários ou estudantes. A instituição afirmou que está colaborando com as investigações e que o departamento jurídico tomará medidas contra a disseminação de informações falsas.
A escola destacou ainda seu compromisso com o bem-estar de crianças, adolescentes e jovens, afirmando estar disponível para prestar esclarecimentos aos responsáveis pelos alunos.
A Polícia Civil informou que vai comunicar o caso às secretarias municipal e estadual de Educação, além do Conselho Tutelar.






