Elefante-marinho surpreende banhistas em Piratininga e reforça importância da proteção à fauna marinha

Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) surpreendeu os banhistas da Praia de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, ao aparecer descansando entre as pedras na manhã do último sábado (26). Pesando entre 3 e 4 toneladas, o animal quase passou despercebido por estar camuflado no cenário rochoso.

Especialistas afirmam que se trata de uma fêmea, provavelmente a mesma que vem sendo observada em diversos pontos da costa fluminense e paulista nos últimos dias, incluindo Mongaguá (SP), Jaconé (RJ), Jurujuba e São Francisco. O comportamento é comum no inverno, quando esses animais se afastam das áreas de reprodução na Patagônia para buscar alimento e descansar, seguindo as correntes marítimas.

A Guarda Ambiental de Niterói e técnicos da Econservation isolaram uma área de aproximadamente 40 metros para evitar a aproximação do público e garantir a segurança do animal e das pessoas. Ao final do dia, o elefante-marinho retornou voluntariamente ao mar.

A presença de um animal tão imponente em uma praia urbana chama atenção para a importância da educação ambiental e da preservação da fauna marinha. Os especialistas recomendam que, ao avistar um animal como esse, a população não se aproxime, não tente alimentá-lo, mantenha o silêncio e acione as autoridades por meio do número 153.

A espécie é uma das maiores entre os mamíferos marinhos. Os machos podem atingir até 6,5 metros de comprimento e pesar cerca de 4 toneladas, com uma característica protuberância nasal que lembra a tromba de um elefante — o que inspira o nome. Já as fêmeas são menores e não apresentam essa característica.

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