Rodrigo Bacellar, Marcio Poncio e Adilsinho são alvos da 5ª fase da Operação Unha e Carne da PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações policiais contra integrantes do Comando Vermelho (CV). A nova etapa da investigação tem como alvos pessoas apontadas pela PF como integrantes da rede que teria favorecido a organização criminosa.

Entre os investigados nesta fase estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o pastor Marcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (SDD), e o contraventor conhecido como Adilsinho.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para a existência de um grupo responsável por repassar informações reservadas sobre operações policiais antes do cumprimento das ações. O suposto vazamento teria permitido que integrantes do Comando Vermelho antecipassem movimentações das forças de segurança, dificultando o trabalho dos investigadores e comprometendo o sucesso das operações.

De acordo com a PF, as informações sigilosas também teriam possibilitado a destruição, ocultação ou retirada de provas que poderiam fortalecer as investigações contra a facção criminosa.

As apurações tiveram início nas fases anteriores da Operação Unha e Carne. Na primeira etapa, Rodrigo Bacellar passou a ser investigado por suspeita de ter repassado informações sobre a Operação Zargun, ação que tinha como objetivo combater integrantes do Comando Vermelho.

Ainda conforme a Polícia Federal, o principal beneficiário do suposto vazamento teria sido o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. Ele é apontado pelos investigadores como um dos articuladores políticos da facção criminosa e foi preso durante o avanço das investigações.

A Operação Unha e Carne segue em andamento, e a Polícia Federal afirma que novas diligências poderão ser realizadas para aprofundar a apuração sobre a atuação da suposta rede de proteção ao Comando Vermelho. Os investigados terão assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório durante o andamento do processo.

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