“Quem defende interinidade defende instabilidade institucional”, afirma Douglas Ruas em seu primeiro discurso

O deputado Douglas Ruas tomou posse como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro com um discurso marcado por críticas à oposição e ao processo de judicialização da política no estado. Logo após ser eleito para o comando da Casa, o parlamentar afirmou que a defesa da interinidade no governo representa, na prática, um fator de instabilidade institucional.

“Falam de instabilidade, mas a interinidade é totalmente o oposto à estabilidade. Então quem defende interinidade está defendendo instabilidade institucional no Estado do Rio de Janeiro”, declarou.

A fala ocorre em meio à disputa política e jurídica sobre o modelo de sucessão no governo estadual, tema que tem levado partidos como PSD e PDT a recorrerem ao Judiciário. Durante o discurso, Ruas criticou diretamente essas movimentações, argumentando que o debate deveria ser conduzido no campo político.

“Isso tem que ficar claro ao PSD e ao PDT, que buscam, através de manobras jurídicas, levar o debate que é da arena política para o Judiciário”, afirmou.

Apesar do posicionamento firme, o novo presidente da Alerj ressaltou que não pretende utilizar o cargo institucional para tratar da disputa pelo governo do estado. Segundo ele, esse debate será feito em sua atuação como deputado estadual, inclusive por meio das redes sociais.

Outro ponto de destaque foi a crítica ao PSD, acusado por Ruas de adotar uma postura contraditória em relação à legislação que regulamenta a eleição indireta no estado. De acordo com o parlamentar, o partido aprovou a norma na Assembleia e, posteriormente, questionou sua constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.

“O PSD aprovou nessa Casa a lei complementar que regulamenta a eleição indireta. Votaram favoráveis. Depois eles mesmos vão ao Supremo Tribunal Federal para dizer que essa lei é inconstitucional. Olha que contradição”, disse.

O discurso foi encerrado com um tom de conciliação. Ruas afirmou que pretende conduzir a presidência da Alerj de forma institucional, garantindo o respeito às prerrogativas dos parlamentares, independentemente de posicionamentos políticos.

“Serei o presidente dos 70 deputados. Independente de espectro político, trabalharei para garantir a prerrogativa de cada mandato”, declarou.

A eleição do novo presidente acontece em um cenário de incerteza política no estado do Rio de Janeiro, marcado por disputas judiciais, divergências sobre o modelo de sucessão governamental e tensões entre diferentes grupos políticos dentro e fora da Assembleia.

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