O desembargador Ricardo Couto de Castro iniciou nesta terça-feira (24) seu primeiro dia como governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro. Ele passa a acumular temporariamente a chefia do Executivo com a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Sem previsão de despachar do Palácio Guanabara, sede oficial do governo estadual, Couto decidiu manter sua rotina no Judiciário. O primeiro compromisso oficial já ocorre fora do estado, com agenda em Brasília. Mesmo quando estiver no Rio, a intenção é continuar atuando a partir de seu gabinete no tribunal.
Antes da viagem, o governador em exercício deve formalizar junto à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro o pedido para convocação de eleições indiretas. Pela legislação, a votação precisa ocorrer em até 30 dias e será realizada pelos deputados estaduais, que escolherão o nome responsável por comandar o estado até o fim de 2026.
Com a expectativa de permanência breve no cargo, Couto avalia que o tempo será limitado para mudanças estruturais. Ainda assim, nos bastidores, existe a possibilidade de medidas administrativas voltadas à redução de cargos e à formação de uma equipe mais técnica, caso o período à frente do Executivo se estenda.
O magistrado afirmou que, neste momento, a prioridade é compreender o funcionamento da máquina pública estadual antes de tomar decisões mais amplas. Ele relembrou a experiência recente, em janeiro, quando já havia assumido o governo de forma interina por poucos dias.
Entre os desafios imediatos, Couto citou a necessidade de monitoramento constante de situações de risco, como as fortes chuvas na Região Serrana, que demandam atuação contínua de órgãos como a Defesa Civil.






