Julgamento do caso Henry Borel começa e deve se estender por dias

Teve início na manhã desta segunda-feira (23) o julgamento do caso Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, localizado no Centro da capital fluminense. A sessão foi aberta pela juíza Elizabeth Machado Louro por volta das 10h35.

O conselho de sentença foi formado por sete jurados, sendo seis mulheres e um homem. No banco dos réus estão o padrasto do menino, Jairo Souza Santos Júnior, e a mãe da criança, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida. Durante a abertura, Monique se emocionou e chorou.

O caso ocorreu em março de 2021, quando Henry, então com 4 anos, morreu em um apartamento na Barra da Tijuca, apresentando sinais de agressão. A morte do menino provocou forte repercussão em todo o país.

De acordo com a acusação, os réus devem ser responsabilizados por uma série de crimes, com penas que podem ultrapassar 35 anos de prisão para cada um. Já as defesas atuam de forma independente e devem apresentar versões distintas, incluindo a hipótese de morte acidental e questionamentos sobre os laudos periciais.

Há ainda a possibilidade de manobras jurídicas ao longo do processo, como tentativas de adiamento da sessão. A defesa de Jairinho, inclusive, já havia sinalizado essa estratégia antes do início do julgamento.

A expectativa é de que o júri seja prolongado. Estão previstos os depoimentos de 26 testemunhas, além dos interrogatórios dos réus e dos debates entre acusação e defesa. A previsão inicial é de que o julgamento dure pelo menos dez dias.

O caso entra agora em uma fase decisiva, com o desfecho sendo aguardado após anos de investigação e tramitação judicial.

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