A Polícia Federal concluiu o indiciamento do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União), e do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, em uma investigação que apura o repasse de informações sigilosas a integrantes do Comando Vermelho.
Outras três pessoas também passaram à condição de indiciadas: a ex-servidora da Alerj Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. Flávia é casada com o desembargador federal Macário Judice Neto, que foi preso durante o andamento das apurações sob suspeita de ter vazado dados relacionados a operações policiais. Apesar disso, ele não foi formalmente indiciado neste procedimento.
De acordo com a PF, os cinco são investigados por organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal. O relatório final foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, instância responsável por analisar o caso devido ao foro privilegiado.
Quebra de sigilos
No documento enviado ao STF, os investigadores solicitaram a quebra dos sigilos telefônico e bancário dos envolvidos. A corporação sustenta que há indícios de articulação entre integrantes da Assembleia e membros do Judiciário fluminense, com possível troca de informações estratégicas.
Bacellar chegou a ser preso no início de dezembro, sob suspeita de beneficiar TH Joias com dados internos de investigações federais. Dias depois, ele foi solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes e passou a cumprir medidas cautelares. O deputado permanece afastado do cargo até o início de março.
Já TH Joias continua detido no Presídio Federal de Brasília. Ele é apontado como suspeito de negociar armamentos com o Comando Vermelho.
As defesas dos citados ainda podem apresentar manifestações ao Supremo. O caso segue sob análise da Corte.






