O Governo do Estado anunciou, nesta sexta-feira (14), um reajuste de 36% no valor pago pelo Regime Adicional de Serviço (RAS) aos policiais militares. A atualização, anunciada pelo governador Cláudio Castro (PL) ao lado do secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, é vista como uma resposta a uma demanda antiga da tropa, que não via aumento no adicional desde 2019.
Além do reajuste, o governo também lançou o RAS 24h, uma nova modalidade criada para remunerar policiais que precisarem permanecer de prontidão em situações emergenciais ou em operações que exigem disponibilidade imediata.
Dentro da corporação, o aumento é recebido como um alívio. Muitos policiais relatavam que, sem reajuste há cinco anos, o valor do RAS já não acompanhava o custo de vida — e, muitas vezes, era a única forma de complementar a renda mensal.
Durante o anúncio, Castro destacou que o objetivo do governo é diminuir a necessidade de tantos turnos extras. A estratégia, segundo ele, é elevar o valor pago por hora trabalhada, sem aumentar o impacto nos cofres públicos.
O coronel Marcelo Menezes explicou que o regime adicional passará a funcionar com quatro categorias distintas, organizadas de acordo com as graduações da PM:
- Oficiais Superiores
- Tenentes e Capitães
- Subtenentes e Sargentos
- Cabos e Soldados
As mudanças começam a valer já em dezembro, impactando os pagamentos previstos para janeiro.
Este não foi o único gesto do governo voltado para os profissionais da segurança pública. No início da semana, o governador já havia anunciado o aumento de cerca de 166% no auxílio-alimentação da Polícia Militar. O benefício, que estava congelado havia aproximadamente 20 anos, passou de R$ 162,60 para R$ 433,80.
Com dois anúncios em menos de uma semana, o governo tenta sinalizar valorização aos agentes que estão diariamente nas ruas. Para muitos policiais, a sensação é de que, após anos de espera, finalmente começam a ver mudanças consideradas essenciais para suas condições de trabalho.


