O governo norte-americano decidiu ampliar as punições previstas na Lei Magnitsky e incluiu a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, além do Instituto Lex, organização ligada à família do magistrado. Moraes já havia sido atingido pelas sanções no fim de julho.
A medida foi formalizada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA. O dispositivo jurídico é usado pelo país para adotar restrições contra estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou corrupção.
Com a decisão, ficam sujeitos a bloqueio nos Estados Unidos eventuais bens, contas bancárias e interesses financeiros de Viviane Barci e do instituto, além da proibição de entrada em território norte-americano.
A ampliação das sanções ocorre em meio ao cenário político brasileiro. Apenas 11 dias antes, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O relator do processo foi justamente Alexandre de Moraes.






