Catador desaparece em lixão de Magé após ser baleado; polícia investiga possível homicídio

Um catador de materiais recicláveis desapareceu em circunstâncias misteriosas e violentas dentro de um lixão desativado em Magé, na Baixada Fluminense. Rafael Silva de Souza, de 25 anos, foi visto pela última vez na segunda-feira (7), após supostamente ser baleado por um vigilante que atuava no antigo aterro de Bongaba. A família da vítima acredita que ele foi morto e teve o corpo ocultado na área do lixão. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso como homicídio e busca localizar tanto o corpo quanto o autor dos disparos, que ainda não foi preso.

De acordo com testemunhas, os catadores da região precisavam pagar propina para entrar no terreno do antigo lixão, mesmo com a entrada sendo proibida. Rafael, que já teria pago a um dos vigias, foi abordado por outro funcionário que exigiu nova quantia. Após recusar, foi alvejado com disparos de arma de fogo. Moradores relatam que o próprio segurança teria confessado o crime e dito que “jogou o corpo no lixo”. A cena do possível crime foi periciada e foram encontradas manchas de sangue no solo e em uma das máquinas utilizadas no terreno. Ainda assim, o paradeiro do corpo permanece desconhecido.

A tragédia gerou revolta na comunidade local. Familiares e catadores protestaram incendiando pneus e bloqueando ruas próximas ao lixão, exigindo respostas e providências por parte das autoridades. A Prefeitura de Magé informou que exonerou o funcionário suspeito e afirmou estar colaborando com as investigações. Ainda segundo o município, o local permanece ativo sob fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), embora esteja em processo de encerramento de suas atividades.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais Matérias

Pesquisar...

Acessar o conteúdo