UFRJ repudia fala de ex reitor e professor que mencionou uso de guilhotina contra filha de Roberto Justus

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se manifestou publicamente contra declarações feitas por um de seus professores, Roberto Leher, durante uma aula no curso de Ciências Sociais. Em vídeo que circula nas redes sociais, Leher menciona a influenciadora Rafaella Justus, filha do empresário e apresentador Roberto Justus, ao criticar privilégios de herança no capitalismo. Em um trecho da fala, ele faz alusão ao uso de guilhotina durante a Revolução Francesa contra herdeiros de grandes fortunas, o que gerou forte repercussão negativa.

A UFRJ divulgou nota oficial na segunda-feira (8) classificando a fala como “absolutamente inaceitável” e reafirmando seu compromisso com os direitos humanos. A instituição informou que será instaurado um processo administrativo para apurar o ocorrido.

“A UFRJ reitera seu repúdio a quaisquer formas de incitação à violência e lembra que a liberdade acadêmica deve ser exercida com responsabilidade e respeito aos princípios éticos”, diz o comunicado.

No vídeo, Leher afirma que Rafaella Justus representa os “herdeiros do capitalismo rentista” e que, na Revolução Francesa, esse tipo de elite foi “passada na guilhotina”. A menção explícita à jovem, que tem 14 anos e nasceu com uma síndrome genética rara, foi duramente criticada por internautas, parlamentares e até colegas da universidade, que consideraram a fala desrespeitosa e desumana.

Roberto Leher é professor titular da Faculdade de Educação da UFRJ e já foi reitor da universidade entre 2015 e 2019. Procurado pela imprensa, ele ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

A repercussão do episódio também alcançou o Ministério da Educação (MEC), que afirmou estar acompanhando o caso com atenção e que “não compactua com qualquer forma de discurso que atente contra a dignidade humana”.

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