A Justiça Eleitoral do Brasil no Rio de Janeiro realiza, nesta terça-feira (31), a retotalização dos votos das eleições de 2022 para deputado estadual, após a cassação de Rodrigo Bacellar. A medida pode provocar mudanças na composição da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
O procedimento será conduzido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, no Centro da capital fluminense, e ocorre devido à anulação de cerca de 97 mil votos atribuídos ao parlamentar cassado. Pelo sistema proporcional, a retirada desses votos impacta não apenas o mandato de Bacellar, mas também a distribuição de cadeiras entre todos os partidos.
Com a exclusão dos votos, há redução no total de votos válidos, o que exige o recálculo do quociente eleitoral — número mínimo necessário para que um partido conquiste uma vaga — e do quociente partidário, responsável por definir quantas cadeiras cada legenda terá direito.
Na prática, o ex-partido de Bacellar, o PL, tende a manter suas 15 cadeiras com a efetivação de Renan Jordy, atualmente suplente em exercício. Mesmo com a perda de quase 98 mil votos, a legenda continua com a maior sobra no cálculo proporcional.
A retotalização acontece em meio a um cenário de instabilidade política no estado, agravado pela renúncia do ex-governador Cláudio Castro e pela indefinição sobre a forma de escolha do novo chefe do Executivo — tema que será analisado pelo Supremo Tribunal Federal nos próximos dias.
Além de redefinir a composição da Alerj, a medida pode influenciar diretamente a correlação de forças políticas e até a eleição para a presidência da Casa, cargo que integra a linha sucessória do governo estadual.






