Vereador é preso em operação da Polícia Civil contra o Comando Vermelho no Rio

O vereador Salvino Oliveira (PSD) foi preso na manhã desta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que investiga a atuação do Comando Vermelho (CV). Além do parlamentar, outras cinco pessoas também foram detidas na ação.

Salvino Oliveira faz parte da base de apoio do prefeito Eduardo Paes na Câmara Municipal do Rio. Em 2021, o vereador chegou a assumir a recém-criada Secretaria Especial da Juventude (JUVRio) durante a atual gestão municipal.

De acordo com as investigações, o grupo seria responsável por articular negociações entre integrantes da facção criminosa e agentes externos com o objetivo de transformar áreas dominadas pelo tráfico em bases eleitorais. A polícia apura se territórios controlados pelo Comando Vermelho estariam sendo usados para favorecer candidaturas e ampliar influência política em determinadas regiões.

O trabalho investigativo também apontou a participação de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como “Marcinho VP”, considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho e atualmente preso.

Segundo a Polícia Civil, Márcia Gama, esposa de Marcinho VP e mãe do cantor Oruam, atuaria na intermediação de interesses da organização criminosa fora do sistema prisional. Ela seria responsável por facilitar a circulação de informações entre integrantes da facção e por participar de articulações envolvendo operadores do grupo e pessoas de fora da organização.

Outro investigado considerado peça importante na estrutura do grupo é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. De acordo com a polícia, ele funcionaria como elo entre lideranças da facção, traficantes que atuam em comunidades dominadas pelo CV e pessoas ligadas a atividades econômicas utilizadas pela organização criminosa.

Entre essas atividades estariam negócios ligados a serviços, imóveis e outras iniciativas usadas para gerar recursos e ampliar o poder financeiro do grupo. Márcia Gama e Landerson não foram localizados em seus endereços durante a operação e são considerados foragidos da Justiça.

As investigações também identificaram casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo o vazamento de informações e a simulação de operações policiais.

Outro ponto levantado pelo material investigativo aponta indícios de cooperação entre integrantes do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC), duas das maiores organizações criminosas do país.

Em nota, o gabinete do vereador Salvino Oliveira informou que não recebeu qualquer comunicação oficial sobre a operação. O texto afirma que a assessoria jurídica do parlamentar foi acionada e que aguarda esclarecimentos das autoridades para entender os fatos.

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