Uma das companhias escolhidas para abastecer os ônibus municipais do Rio de Janeiro está no centro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. O grupo empresarial Rede Sol, que fornecerá diesel para a frota da cidade, foi mencionado em apuração que investiga possível ligação com o Primeiro Comando da Capital.
A empresa apareceu na operação “Carbono Oculto”, realizada em agosto de 2025. Segundo as investigações, a facção criminosa pode ter utilizado um fundo de investimentos para comprar títulos da Rede Sol em São Paulo. A suspeita é de que a movimentação tenha servido para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas.
Na época em que a investigação veio à tona, a Vibra Energia — que também venceu a licitação no Rio — decidiu encerrar de forma unilateral um contrato de armazenamento que mantinha com a Rede Sol. A medida foi tomada após as denúncias se tornarem públicas.
Além da Vibra e da Rede Sol, outra empresa selecionada no processo foi a Flagler, antiga fornecedora da prefeitura carioca. A Flagler integra o mesmo grupo econômico da Refit.
O resultado da licitação foi divulgado na última sexta-feira (20). O caso segue sob investigação, e até o momento não há decisão judicial definitiva sobre as suspeitas levantadas pelo MP paulista.
As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.






