O Banco Master é hoje uma das instituições financeiras com maior número de ações judiciais no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Segundo dados do próprio tribunal, o banco — que foi liquidado pelo Banco Central do Brasil — soma 12.115 processos na Justiça fluminense.
Além do volume de ações no Rio, o Master também é investigado em nível nacional por suspeitas de gestão fraudulenta e outras irregularidades financeiras. A instituição recebeu quase R$ 1 bilhão em investimentos do Rioprevidência, fundo responsável pela previdência dos servidores do estado.
A principal queixa contra o banco é o superendividamento. Mais de 2,3 mil processos tratam desse tema. Também há cerca de 1,5 mil ações relacionadas a problemas em empréstimos consignados e mais de mil pedidos para limitar descontos feitos diretamente em contas bancárias.
De acordo com os dados da Justiça do Rio, aposentados e pensionistas aparecem como as principais vítimas nas ações movidas contra o banco. Muitas das reclamações falam sobre cobranças consideradas indevidas, com pedidos frequentes de declaração de inexistência de dívida.
A situação do banco também está sendo analisada pela Justiça Federal, em Brasília, que investiga a operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar. Vorcaro é investigado por suspeitas de fraudes bilionárias, lavagem de dinheiro e uso de títulos financeiros sem garantia real.
O caso segue sob investigação e amplia a pressão sobre a instituição, que já enfrenta milhares de ações judiciais no estado do Rio.






