Vereadores do PL tentar barrar candidatura de Paes após aparição com Lula na Sapucaí

A presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval na Marquês de Sapucaí virou alvo de uma ofensiva judicial do Partido Liberal (PL). Vereadores da legenda ingressaram na Justiça Eleitoral com um pedido para tentar impedir o registro de candidatura de Paes ao governo do estado, alegando prática de propaganda eleitoral antecipada.

A ação foi anunciada na Câmara Municipal do Rio e sustenta que a aparição pública de Paes ao lado de Lula, em meio ao desfile de uma escola de samba que fez homenagem ao presidente, teria extrapolado o caráter institucional do evento. Para os parlamentares do PL, o episódio configuraria gesto político com potencial impacto eleitoral fora do período permitido pela legislação.

Os vereadores afirmam que, ao acompanhar o presidente na Sapucaí, Paes teria se beneficiado de ampla exposição pública, reforçando sua imagem junto ao eleitorado em momento considerado pré-eleitoral. O partido entende que, como pré-candidato ao governo do estado, o prefeito deveria evitar atos que possam ser interpretados como campanha fora do calendário oficial.

A bancada também sustenta que a associação pública entre Paes e Lula, em um dos eventos de maior visibilidade do país, não poderia ser tratada apenas como agenda institucional ou protocolar.

O movimento do PL amplia a tensão política no Rio de Janeiro e antecipa o tom da disputa pelo Palácio Guanabara. Paes é apontado como um dos principais nomes na corrida estadual, e a aproximação com Lula é vista por adversários como estratégia de alinhamento político visando fortalecer sua candidatura.

Até o momento, não houve decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido apresentado pelos vereadores. A expectativa é que o caso reacenda o debate sobre os limites entre participação em eventos públicos e promoção eleitoral antecipada.

Nos bastidores, aliados do prefeito avaliam que a iniciativa do PL faz parte do embate natural do período pré-eleitoral e apostam que a presença na Sapucaí não configurou irregularidade, mas sim participação institucional em um evento tradicional da cidade.

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