O Supremo Tribunal Federal adiou mais uma vez a decisão que pode definir o futuro político de Washington Reis. Nesta quarta-feira, o ministro Luiz Fux pediu vista e interrompeu o julgamento sobre a inelegibilidade do ex-prefeito de Duque de Caxias, um dos principais caciques da Baixada Fluminense.
O caso é decisivo não apenas para Washington Reis, mas também para os rumos da base do governador Cláudio Castro, do PL, nas eleições de outubro.
Reis foi condenado em 2016 a sete anos, dois meses e 15 dias de prisão por crime ambiental. Os ministros analisam agora os últimos recursos da defesa e decidem se mantêm ou não a sentença que o tornou inelegível.
Com o pedido de vista, o julgamento será retomado na próxima sessão do STF. Até aqui, o placar é de 4 votos a 1 pela manutenção da condenação.
Votaram nesse sentido o relator, ministro Flávio Dino, além de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. André Mendonça foi o único a divergir. Ainda faltam votar cinco ministros, entre eles Luiz Fux, que pediu vista, e o presidente do Supremo, Edson Fachin.
Qualquer que seja o desfecho, a decisão deve mexer no tabuleiro eleitoral da centro-direita fluminense. No ano passado, Washington Reis chegou a se apresentar como pré-candidato ao governo do estado, embora aliados apontassem que o verdadeiro objetivo seria uma vaga no Senado.
Em 2022, ele foi escolhido vice na chapa de Cláudio Castro e manteve a candidatura até o limite do prazo eleitoral, mesmo condenado. Só recuou às vésperas do fim do prazo, quando admitiu que não conseguiria reverter a decisão judicial.
A condenação envolve a autorização de um loteamento em área ambientalmente sensível, na zona de amortecimento da Reserva Biológica do Tinguá. O processo aponta destruição de Mata Atlântica, assoreamento de rio e degradação de mais de 30 hectares.
Agora, o STF vai decidir se Washington Reis permanece fora do jogo — ou se volta a embaralhar o cenário político do Rio de Janeiro.






