Canella deixa Prefeitura de Belford Roxo para disputar o Senado e mexe no tabuleiro governista

O prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), já comunicou à sua equipe que deixará o cargo no dia 30 de março para disputar uma vaga no Senado Federal. A decisão antecipa o calendário político e se encaixa nos rearranjos do campo governista do Rio de Janeiro, intensificados após Flávio Bolsonaro (PL) abrir mão da reeleição para tentar a Presidência da República.

O nome de Canella passou a circular com força dentro de um entendimento que envolve PL, União Brasil e PP, siglas que hoje orbitam o Palácio Guanabara. Entre dirigentes desses partidos, a avaliação é de que o desenho político já está praticamente fechado, restando apenas ajustes formais.

A leitura nos bastidores é que Canella surge como um nome competitivo dentro desse campo, especialmente num cenário em que o Senado se tornou peça-chave para o projeto nacional da direita fluminense.

Aposta antecipada e sucessão controlada

No primeiro mandato à frente da Prefeitura de Belford Roxo, Canella faz uma aposta considerada pouco usual. Tradicionalmente, prefeitos tentam voos mais altos apenas quando já não podem mais disputar a reeleição. No caso dele, a estratégia é outra: aliados avaliam que a visibilidade alcançada com a gestão municipal, especialmente com ações de impacto na área de segurança pública, pode encurtar o caminho até Brasília.

A saída, no entanto, foi organizada para evitar sobressaltos na administração municipal. A vice-prefeita Mariana Malta, apontada como totalmente alinhada ao projeto político de Canella, deve assumir o comando da prefeitura com a missão de manter o ritmo da gestão e preservar o capital político construído até aqui.

Nos bastidores, a avaliação é que Belford Roxo não ficará órfã politicamente — ao contrário, pode se tornar vitrine eleitoral de uma candidatura que pretende ganhar escala estadual nos próximos meses.

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