O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), pediu novamente licença do mandato nesta terça-feira (3). O parlamentar alegou motivos pessoais e, por isso, não participou da primeira sessão plenária de 2026, que marcou a abertura oficial do ano legislativo.
Não é a primeira vez que Bacellar se afasta do mandato. Em dezembro do ano passado, ele já havia solicitado licença pouco depois de deixar a prisão, onde permaneceu por cerca de uma semana. O deputado foi detido no âmbito de uma investigação que apura o suposto vazamento de informações sobre uma operação da Polícia Federal para integrantes do Comando Vermelho.
Apesar de ter sido afastado da presidência da Alerj por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Bacellar estava autorizado a retomar o exercício do mandato parlamentar após a Assembleia revogar sua prisão.
Com a presidência interina do deputado Guilherme Delaroli (PL), a Alerj iniciou o ano com foco na regulamentação do ICMS Educacional. O projeto estabelece novos critérios de distribuição do imposto aos municípios fluminenses, com base em indicadores de desempenho na área da educação. A medida é considerada essencial para que o Estado do Rio volte a ter acesso a recursos do Fundeb.
Outro tema que tem movimentado os bastidores da Casa é a possibilidade de uma eleição indireta para o governo do Estado, caso o governador Cláudio Castro decida renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado. Nesse cenário, caberia aos próprios deputados estaduais escolher o governador que cumpriria o mandato até o fim de 2026.
Sobre esse debate, Guilherme Delaroli afirmou que não pretende levar adiante o projeto que prevê votação fechada e secreta para uma eventual eleição indireta. Segundo ele, a articulação política da presidência interina será no sentido de garantir que o processo, se ocorrer, seja realizado por meio de votação aberta.






