Conselho de Ética analisa pedido de cassação do deputado Glauber Braga

O relator do processo contra o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) no Conselho de Ética da Câmara, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), apresentou nesta quarta-feira (2) parecer favorável à cassação do mandato do parlamentar. A decisão foi motivada por acusações de desvios de conduta, após Glauber expulsar, aos chutes, um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) do interior da Casa, em abril de 2024.

No parecer, Magalhães argumenta que o deputado extrapolou os direitos inerentes ao mandato, abusando das prerrogativas que possui. “Diante das provas produzidas nos autos, verifica-se que o representado [deputado Glauber Braga] efetivamente incidiu na prática da conduta, sendo cabível, no caso sob exame, a sanção da perda do mandato”, afirmou o relator.

A votação do parecer, que estava prevista para esta quarta-feira, foi adiada a pedido do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) e deverá ocorrer na próxima semana. Caso o Conselho de Ética aprove a cassação, a decisão ainda precisará ser referendada pelo plenário da Câmara, com o apoio de pelo menos 257 dos 513 deputados.

O episódio que originou o processo ocorreu em abril de 2024, quando Glauber Braga protagonizou embates físicos com Gabriel Costenaro, militante do MBL, e o deputado Kim Kataguiri (União-SP), fundador do movimento. A discussão começou em um dos anexos da Câmara e evoluiu para empurrões e chutes, levando à intervenção de policiais legislativos. Ambos foram conduzidos ao Departamento de Polícia Legislativa (Depol), onde Glauber também se envolveu em um confronto com Kataguiri.

Vídeos do incidente mostram Glauber pressionando as mãos de Kim, ato classificado como agressão física pelo partido Novo, autor da representação contra o parlamentar. O caso segue em análise pelo Conselho de Ética, enquanto a votação do parecer promete ser um momento decisivo para o futuro político de Glauber Braga.

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