Desde o aparecimento da COVID-19 entre o final de 2019 e o começo desse ano, mais de 4,3 milhões de pessoas se infectaram pelo vírus. Em números totais de casos do novo coronavírus (SARS-CoV-2), o Brasil ultrapassou tanto a Alemanha quanto a França e se tornou o 6º país do mundo com mais casos da COVID-19, segundo dados levantados pela Universidade norte-americana Johns Hopkins. A plataforma Worldometer também registra a mesma posição.
Nesse cenário, o Brasil registra mais 179,4 mil casos da COVID-19, de acordo com as plataformas. Ontem (12), o país teve o seu maior número de novas notificações de óbitos pela doença em 24h, número foi de 881 mortos. Com isso, o país soma 12,5 mil óbitos, do total de 294 mil, registrados no mundo todo.
Na frente do Brasil em casos, estão os Estados Unidos (1º), a Rússia (2º), o Reino Unido (3º), a Espanha (4º) e a Itália (5º). No entanto, é o número norte-americano que chama atenção por ser muito mais elevado do que qualquer outro país do globo. Os EUA registram 1,37 milhão de casos confirmados da COVID-19, o que coloca a nação como o atual epicentro do novo coronavírus.
Já a China, o primeiro país do mundo a registrar um caso da COVID-19, configura em 11º da lista, com 84 mil infectados pelo vírus. E entre os 15 países da lista, há apenas um outro da América do Sul, que é o Peru. Este país ocupa a 14º posição e registra 72 mil casos da infecção respiratória.
Veja os 15 países com mais casos da COVID-19 no mundo:
- EUA com 1,37 milhão de infectados e 82,5 mil mortes;
- Rússia com 242 mil infectados e 2,2 mil mortes;
- Reino Unido tem 230 mil e 33,2 mil mortes;
- Espanha tem 228 mil e 26,9 mil mortes;
- Itália com 221 mil e 31 mil mortes;
- Brasil com 179,4 mil infectados e 12,5 mil mortes;
- França com 178,3 mil infectados e 26,9 mil mortes;
- Alemanha com 173,5 mil infectados e 7,7 mil mortes;
- Turquia com 141 mil infectados e 3,9 mil mortes;
- Irã com 112,7 mil infectados e 6,7 mil mortes;
- China com 84 mil infectados e 4,6 mil mortes;
- Índia com 77,7 mil infectados e 2,5 mil mortes;
- Canadá com 72,4 mil infectados e 5,3 mil mortes;
- Peru com 72 mil infectados e 2 mil mortes;
- Bélgica com 53,9 mil infectados e 8,8 mil mortes.
Subnotificações
É a partir dos balanços oficiais fornecidos pelos governos e dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) que a universidade Johns Hopkins monta esse ranking. No entanto, os dados não necessariamente refletem o real número de infectados pelo coronavírus. Isso porque não há testagem em massa da população na maior parte dos países. Diferente do que acontece na Alemanha e na Coreia do Sul, não é possível conhecer, exatamente, quantas pessoas já foram contaminadas.
No caso brasileiro, o país realizou cerca de 500 mil exames, dos quais mais de 145 mil ainda aguardam resultado, segundo o G1. Esse é um número de testes consideravelmente baixo e, no país, a prioridade para a testagem é com os pacientes mais graves da infecção, ou seja, os grupos de risco e o casos que demandam hospitalização, por isso, o número de sub notificações é elevado.
De acordo com cientistas brasileiros, o número real de casos do novo coronavírus no país já estava em 1,6 milhão, na semana passada. Para chegar a esse indicador de sub notificações, os cientistas analisaram os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e registros dos órgãos regionais. Os crescimentos de quase 10 vezes o número de internações e de 1.035% de mortes por síndromes respiratórias foram considerados como evidência da sub notificação da COVID-19 no país.