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Caravana com 600 migrantes enfrenta guardas nacionais no México

Uma caravana de cerca de 600 migrantes, a maioria centro-americanos, entrou em confronto nesta sexta-feira (1º), usando pedras e paus, com guardas nacionais, que responderam com gás lacrimogêneo, em uma estrada no sul do México, no estado de Chiapas.

O grupo, que tenta chegar ao norte para cruzar para os Estados Unidos, saiu ao amanhecer da cidade fronteiriça de Tapachula e, após caminhar algumas horas, foi inicialmente reprimido por agentes do Instituto Nacional de Migração (INM) e guardas, informaram autoridades e ativistas.

As forças de segurança se viram superadas pelos migrantes, que depois de alguns empurrões, conseguiram seguir em frente, ainda que em um número menor. Alguns quilômetros adiante, porém, se depararam com uma segunda operação.

Diante do bloqueio, a caravana reagiu lançando paus e pedras, mas foi dispersada com gás lacrimogêneo, segundo imagens da imprensa local e denúncias de ativistas.

Durante a ação, dezenas de pessoas foram detidas e outras se entregaram, em sua maioria mulheres e crianças. Um grupo conseguiu fugir correndo entre a vegetação.

O ativista mexicano Luis Villagrán, que acompanha a caravana, denunciou o uso da força contra os migrantes e lamentou que as autoridades tenham negado a petição para agilizar sua situação legal.

Há anos, logo antes da Semana Santa, migrantes sem documentos acompanhados por ativistas mexicanos realizam uma jornada pelo país, às vezes até a fronteira norte, que chamam de “Via Crucis migrante” e que em 2018 deu origem às caravanas.

A estratégia do governo do México tem sido montar operações de retenção no caminho dos migrantes, especialmente em Chiapas, na fronteira com a Guatemala.

O número de pessoas que tentam chegar aos Estados Unidos cresceu com a chegada do democrata Joe Biden à Casa Branca em janeiro de 2021. De acordo com dados oficiais, no ano passado, 307.679 migrantes foram detidos.

Espera-se um fluxo ainda maior após a suspensão nesta sexta pelos Estados Unidos da ordem de saúde pública conhecida como Título 42, que previa a expulsão de migrantes sem documentos como medida de precaução pela pandemia de covid-19.

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