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Exportação de vinhos e destilados franceses bate todos os recordes em 2021

Nunca o setor comemorou tanto na França, depois do fracasso de vendas durante a pandemia. As exportações de vinhos e destilados franceses bateram todos os recordes em termos de valores no ano passado, impulsionadas pela suspensão das taxas alfandegárias dos Estados Unidos e pela recuperação econômica pós-pandemia, segundo informações da Federação dos Exportadores de Vinhos e Destilados da França (FEVS).

As vendas de vinhos e destilados franceses para países estrangeiros – em segundo lugar de importância para a exportação francesa, depois do setor aeroespacial – atingiram € 15,5 bilhões em 2021, um aumento de 28% com relação a 2020 e de 11% com relação a 2019, ou seja, antes do aparecimento da pandemia de Covid-19, especificou a Federação dos Exportadores de Vinhos e Destilados da França em um comunicado.

Tarifas punitivas entre a União Europeia e os Estados Unidos, em conexão com a disputa aeronáutica, e restrições relacionadas à pandemia, como o fechamento de restaurantes, bares e lojas francas, reduziram consideravelmente as exportações do álcool francês em 2020.

As exportações do ano passado também aumentaram em volume, embora em menor escala, atingindo 203 milhões de caixas de 12 garrafas, um aumento de 11% em relação a 2020 e de 4% em relação a 2019.

“O crescimento em valor é quase três vezes superior à taxa de crescimento em volume, o que mostra o crescente valor agregado das exportações de vinhos e destilados”, disse César Giron, presidente da FEVS.

Os embarques de vinho para os Estados Unidos, de longe o maior mercado de exportação da França em valor, saltaram 34% no ano passado, para € 4,1 bilhões, com um aumento registrado pela suspensão das sanções alfandegárias em março, disse a FEVS.

Geadas da primavera

As exportações de vinho francês em 2022 e no próximo ano podem, no entanto, ser penalizadas por uma queda na produção após danos aos vinhedos pelas geadas da primavera, explicou César Giron.

A produção de vinho francês caiu 23% no ano passado, segundo dados do Ministério da Agricultura. Em Beaujolais, a colheita caiu pela metade em relação à média dos últimos cinco anos e em Bordeaux, a produção caiu um quarto.

Os produtores de champanhe, que anunciaram vendas recordes na segunda-feira (14), disseram que a má colheita não deve afetar a oferta, no entanto, já que os produtores podem utilizar suas reservas. O champanhe é geralmente produzido a partir de uma mistura de vinhos de vários anos.

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