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Arábia Saudita afirma que armas usadas em ataque a petroleira foram fabricadas no Irã

A coalizão liderada pelo governo da Arábia Saudita no Iêmen afirmou nesta segunda-feira (16) que o armamento utilizado no ataque a instalações da petroleira Aramco foram fabricadas no Irã. O regime iraniano nega.
A ofensiva, ocorrida no sábado, reduziu o abastecimento de petróleo no mundo e despertou o temor de uma escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã.

O militar acrescentou que o grupo investiga a origem dos disparos. A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo e um peso pesado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O ataque fez a produção de petróleo da Arábia Saudita cair pela metade e elevou os preços do produto em todo o mundo. Entenda aqui os possíveis impactos.

As autoridades do Kuwait também abriram uma investigação porque, segundo relatos locais, um drone invadiu o espaço aéreo do país e sobrevoou o palácio do emir kuwaitiano no sábado – mesmo dia do ataque à Arábia Saudita.

Rebeldes houthis – grupo militante xiita do Iêmen apoiado pelo Irã – reivindicaram a autoria da ofensiva contra a petroleira. A Arábia Saudita iniciou a intervenção na guerra iemenita em 2015 em apoio ao governo local.

Mundo repercute ataque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, na segunda-feira (16) — Foto: Reuters/Al Drago

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, na segunda-feira (16) — Foto: Reuters/Al Drago

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “parece” que o Irã é o responsável e disse se dispor a ajudar a Arábia Saudita, mas também declarou que gostaria de “evitar” uma guerra com o regime de Teerã.

Além disso, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse não haver provas de que este “ataque sem precedentes contra o abastecimento energético mundial” tenha origem no Iêmen.

Em tom mais agressivo, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, declarou que os Estados Unidos vão “defender” a ordem internacional, que está sendo enfraquecida pelo Irã.

“Os militares dos Estados Unidos (…) estão trabalhando com nossos parceiros para fazer frente a este ataque sem precedentes e para defender a ordem internacional, com base em um sistema de regras, contra a tentativa de debilitá-lo” por parte do Irã.

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