Volta às aulas em escolas estaduais de São Gonçalo gera preocupação

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Nas escolas Estaduais, que retomam as aulas em 6 de fevereiro, a falta de professores e de profissionais de apoio em todas as unidades da rede ainda é uma grande preocupação.

Apesar de o Governo ter disponibilizado verbas ao longo de 2018 para reformas estruturais, o material humano ainda é escasso. É isso que afirma a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação ( Sepe), Beatriz Lugão.

“O ano letivo de 2019 começa de forma bastante atropelada. Mesmo que se mantenha as dobras para suprir a carência dos profissionais não será suficiente porque saíram milhares de professores ao longo dos anos”, contou.

Ainda segundo Beatriz, somente em São Gonçalo, no ano passado, por conta do cruzamento de dados que o Tribunal de Contas do Estado ( TCE) fez em relação às matrículas saíram 220 profissionais, de acordo com dados da Secretaria de Educação Metropolitana.

“Nós estamos com uma rede muito deficitária e agora mais ainda. Precisaremos acrescer muitos professores de matemática e português. Tem muitas aposentadorias para sair de profissionais com matriculas de 1994 a 2000. Isso é uma quebra muito grande. Apesar da promessa no ano passado, o concurso não foi efetivado e não sabemos como essas carências serão recompostas”, explicou Lugão.

Beatriz contou que em relação aos prédios as escolas receberam verbas para fazer obras ao longo do ano. “Muitos prédios ainda estão em obras. Apesar do reparo na parte física, ainda temos muitos problemas”, contou.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que Cerca de 1.230 unidades estão com obras para o início do ano letivo, sem anormalidades. E que, desde o início desta gestão, foram realizadas reuniões com a comunidade escolar, sindicato e outras entidades para debater a rede estadual de ensino.

O órgão informou ainda que ao fim do processo de matrículas, terá um real cenário do número de docentes e pretende iniciar o ano letivo com praticamente o quadro completo de professores.

Escola no Paraíso permanece fechada

Apesar do repasse recebido pelas escolas ao longo de 2018, o Colégio Estadual Tarcísio Bueno, no Paraíso, em São Gonçalo, não foi contemplado.

Fechada desde agosto de 2015, quando parte do telhado da biblioteca caiu, a unidade vem sendo depredada e hoje o pátio é utilizado como estacionamento irregular e, também concessionário de veículos usados.

Mostramos o caso no último dia 15 deste mês e pouco mais de uma semana após registramos o fato, nenhuma providência foi tomada pela Seeduc para evitar e impedir a ocupação do espaço.

Em nota, a secretaria respondeu, na ocasião, que a atual gestão ressalta que já está coletando as informações necessárias para tomar as providências cabíveis, sempre priorizando o atendimento pedagógico dos estudantes. Entretanto, nenhuma providência foi tomada e o espaço público segue invadido.

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