Pacientes sofrem com superlotação e condições precárias do atendimento no Hospital Geral de Nova Iguaçu

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Os pacientes que precisam do atendimento no Hospital Geral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sofrem com a superlotação e problemas no atendimento. A própria direção da unidade confirma os problemas apresentados nos relatos de acompanhantes.

A Prefeitura de Nova Iguaçu decidiu suspender provisoriamente todas as cirurgias eletivas que seriam realizadas na unidade nos próximos dias. Apenas as intervenções de emergência ou urgência estão sendo realizadas. Na segunda-feira (28), o Hospital da Posse, como também é conhecido, atingiu 120% de sua capacidade.

O atendimento também tem problemas na emergência da unidade. Alguns pacientes estão internados no chão ou em cadeiras, por falta de leitos.

“Ela quase morreu nos meus braços. E eles não querem deixar eu ficar na sala com ela, moça, eu quero só ficar com a minha mãe na sala”, desabafou a filha de uma paciente.

Outra filha de uma pessoa internada circulava pela unidade em busca de um maqueiro. “Chegamos aqui e ela é cadeirante, teve um AVC faz tempo e, pelo jeito, está tendo outro”.

Por falta de condições, alguns são obrigados a ficarem no chão. A sala vermelha tem 89 pacientes internados, mas a capacidade é de apenas 30.

“Essa madrugada, um paciente na cadeira de roda de ferro, não aguentando de dor, porque ele teve um AVC, ele passou a madrugada inteira dormindo no chão do hospital, chão desforrado. O enfermeiro logo depois veio, pegou a cadeira que ele iria usar logo depois e levou para outro paciente que chegou dando entrada na emergência”, explicou outra acompanhante.

Homem deitado no chão do Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, no RJ — Foto: Reprodução/ TV Globo

Homem deitado no chão do Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, no RJ — Foto: Reprodução/ TV Globo

A direção do Hospital Geral de Nova Iguaçu afirmou que não consegue transferir ninguém pela central de regulação do RJ. O responsável pela unidade afirmou que fica sobrecarregado pela demanda de outras cidades da Baixada Fluminense.

“Nós temos 370 leitos e são três milhões de habitantes. Nenhum município ao redor tem pronto-atendimento como nessa unidade. Transferimos zero doentes. Nenhum doente saiu para a central estadual de regulação em 2018 relacionado à terapia intensiva. A dificuldade é extrema”, explicou Joé Sestello, diretor do Hospital da Posse.

Ele destaca que a unidade não fechou as portas em nenhum momento, mesmo com os problemas. Ele pede a atualização dos valores pagos ao hospital pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Prefeitura de Nova Iguaçu, não há reajuste nos valores pagos para o sustento da unidade desde 2013. E o número de pacientes atendidos nesse período aumentou quatro vezes.

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