Magé será homenageada na Sapucaí

Por: Vinicius Cruz

Com o título do enredo é “Mojú, Magé, Mojubá – Sinfonias e batuques” a distância de 57 km entre Belford Roxo e Magé vai ficar menor, pelo menos no mundo do carnaval. A Inocentes de Belford Roxo levará a cidade de Magé para a Marquês de Sapucaí neste sábado. A escola da Baixada Fluminense busca o acesso homenageando a cidade e exaltando a importância de Heitor dos Prazeres, um grande artista que possui uma importância imensa para a cultura brasileira.

Um dos pontos centrais do desfile da Inocentes será a obra de Heitor dos Prazeres. Wagner explica a relação com o município de Magé. O carnavalesco esconde a sete chaves o modo pelo qual a narrativa vai ser contada, mas revela que a história será baseada na obra artística de Heitor dos Prazeres.

– A coisa mais interessante foi descobrir que o Heitor dos Prazeres teve relação com a Nativa, que é uma moradora de lá. Ele é um artista negro. É bacana você ter um enredo de Magé, um município que quase ninguém conhece. Foi muito bom saber que o Heitor dos Prazeres que foi um grande pintor, sambista e músico teve uma relação com o município. Isso me deixou muito feliz e eu optei pela opção dele nortear esse enredo e montar essa estrutura. Na verdade, um dos impactos que a gente quer causar é justamente a surpresa de como vai ser dada essa narrativa, eu posso começar onde eu quiser e terminar onde eu quiser respeitando uma coerência. Cada setor é um quadro do Heitor dos Prazeres. Ele pode pintar de acordo com a inspiração dele – afirmou.

CONFIRA ABAIXO O SAMBA ENREDO

Moju, Magé, Mojubá – Sinfonias e Batuques (Samba-Enredo 2018)
Inocentes de Belford Roxo

Um batuque africano me chamou
A pintura fez da tela, seu lugar
Os prazeres vão se refletir
Nas histórias que eu vou contar
Sai o trem da estação, pra trilhar esta canção
Moju, Magé, Mojúbá!
Luz dos olhos de olodumaré em cada amanhecer

Toca o atabaque, onde a áfrica aportou
Clamando por piedade
Toca o atabaque, onde a lágrima aportou
Maria conga ergueu a liberdade

Benta água, ritos tão divinos
Sentimentos cristalinos
Pureza a pé, procissão
Se a festa é de Pedro, não demora
Nossa fé, senhora, desta oração!
A tribo que chegou aqui primeiro
Deu o nome feiticeiro às entranhas desse chão

Auê, auê na riqueza da pingueira
Pra escorrer a doçura brasileira

Caminho do nobre metal
Pavio de fogo e fé
Da luta contra o marechal
Aos dribles na vida, Mané
Folia de todos os reis
E o samba desabrochando em flor
Nas cores do pintor

Querem pemba, querem guia
Querem figa de guiné
Axé, Magé!
Sinfonia de tambores
Hoje a gira vai girar
Ê mojúbá, ê mojúbá

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